Por que engordamos?

Sem dúvida a ciência é uma constante interrogação e não existem verdades absolutas, principalmente quando falamos do organismo humano, uma estrutura cheia de peculiaridades.

Recentemente li um livro ótimo sobre alimentação e acho interessante dividir o conhecimento.

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Para mostrar o motivo pelo qual as dietas não dão certo, o renomado jornalista Gary Taubes revisa antigos artigos científicos sob um novo olhar e traz novas propostas para evitar a obesidade.

Ele destaca que não apenas o controle de calorias e a velha equação coma menos e gaste mais é responsável para a perda de peso, mas que os nutrientes de um alimento e as vias metabólicas que eles estimulam são determinantes para o ganho de peso. Sem dúvida o impacto no organismo de 200 Kcal de couve é muito diferente do de 200 Kcal de brigadeiro.

Ele defende que, ao contrario do que se praticava, o corte de gorduras e de calorias – afinal, 1 g de gordura tem 9 Kcal enquanto 1 g de proteína e carboidratos tem 4 Kcal – os reais vilões da dieta são os carboidratos pelas alterações hormonais que eles provocam. Principalmente àqueles que contêm elevado índice glicêmico, ou seja, aqueles que disponibilizam o açúcar no sangue de forma brusca.

Para evitar o efeito sanfona ele não sugere nenhuma dieta da moda, apenas uma alimentação não inflamatória, com consumo reduzido de industrializados, com maior conteúdo gorduras benéficas e de proteínas, com baixo teor de carboidratos, principalmente os de alto índice glicêmico, associados a exercícios específicos de curto intervalo e alta intensidade.

Abaixo um infográfico bem legal que explica o processo.

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Vale a leitura!

A escolha dos alimentos pode ajudar a aumentar o metabolismo e a perda de peso

Termogênese significa gerar calor, processo que geralmente ocorre no nosso organismo quando praticamos alguma atividade física. Esse trabalho, que modifica a velocidade do metabolismo e gera calor é responsável pelo aumento do consumo de energia, ou seja, o gasto de calorias pelo nosso corpo.

Além da atividade física, existem outras maneiras do organismo gerar mais energia, como exposição ao frio ou ao calor, consumo de água ou consumo de alimentos que possuem substâncias com capacidade de aumentar o metabolismo.

Os alimentos com essa propriedade possuem substâncias que são capazes de aumentar o metabolismo, gerando maior gasto de calorias e ocasionando na perda de peso além de também trazerem outros benefícios à saúde, como a melhora da circulação do sangue, prevenção do câncer, estímulo da digestão entre outros.

Para quem busca emagrecimento é interessante incluir esse tipo de alimento durante o dia, para isso, seguem algumas opções:

  • Café, mate e guaraná – possuem a cafeína, velha conhecida em ativar o metabolismo.
  • Chá verde – além da cafeína, possui as catequinas que impede o ganho de gordura corporal.
  • Gengibre – ajuda na queima de gordura, possui o gingerol, que é antiinflamatório e auxilia na digestão.
  • Canela – Tem a capacidade de melhorar o aproveitamento do açúcar pelas células, aumentando sua queima e reduzindo vontade de comer doces.
  • Pimenta – Possui a capsaicina, substância que dá o ardor, aquece o corpo e aumenta o gasto energético.
  • Abacate – Rico me ômega 9, que auxilia na queima de gordura, principalmente a abdominal.

Nutrição Funcional

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A Nutrição Funcional aplica a Ciência dos Nutrientes de acordo com a individualidade bioquímica.

Em vez de limitar-se à prescrição de dietas com os alimentos funcionais tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença à outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona com a carência ou excesso dos nutrientes, corrigindo os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, os quais acabam por provocar doenças crônicas como: obesidade,depressão, fibromialgia, artrite, reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, desordens estéticas e alteração na performance física.

A Nutrição Funcional – há mais de 10 anos no Brasil – conta com o respaldo científico do The Institute For Functional Medicine e do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.

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Princípios da Nutrição Funcional

1. Individualidade bioquímica;

2. Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;

3. Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;

4. Interconexões dos fatores fisiológicos;

5. Equilíbrio nutricional evitando-se carências e excessos;

6. Saúde como vitalidade positiva.