Como fazer uma horta em casa?

Uma horta caseira pode representar benefícios tanto à saúde quanto ao meio ambiente em que vivemos, pois além de oferecer alimentos naturais, frescos e orgânicos possibilita redução, mesmo que modesta, do impacto ambiental gerado pela agricultura e ainda pode reduzir os gastos com a alimentação.

Cultivar uma horta se tornou uma alternativa a partir do momento que o consumo de alimentos orgânicos passou a ser uma necessidade para todos que não querem se expor às substâncias químicas tóxicas presentes nas frutas e hortaliças devido aos agrotóxicos utilizados na agricultura tradicional. Os últimos relatórios do PARA (Programa de Análise de Resíduos Agrotóxicos) revelam que, no Brasil, esses defensivos agrícolas utilizados em nosso país não são autorizados ou estão acima dos limites máximos permitidos pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) colocando a população em risco de toxicidade.  Essas substâncias, quando em contato contínuo com o corpo são classificadas como xenobióticos ou disruptores endócrinos, pois se acumulam no corpo prejudicando seu metabolismo, alterando produção de hormônios e contribuindo com doenças como a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares.

Ademais, para o nosso organismo os alimentos orgânicos cultivados em casa além de nos proteger das toxinas agrícolas irão nos oferecer uma maior gama de antioxidantes protetores como recentes estudos indicam¹. Essas substâncias, os fitoquímicos, estão relacionadas às cores dos alimentos naturais e desempenham diversas funções metabólicas benéficas como a proteção de radicais livres, levando desde a prevenção do envelhecimento precoce até proteção contra o câncer, e nos alimentos orgânicos aparecem em maior concentração, pois elas também fazem parte do mecanismo de defesa natural das plantas, ativado na presença mínima de pragas.

Outra justificativa para o consumo de orgânicos está no impacto ambiental nocivo que a agricultura tradicional gera no meio ambiente. Perda da biodiversidade pelo uso extensivo de agrotóxicos, esgotamento de água potável pela contaminação de mananciais e poluição atmosférica pela queima de diesel dos equipamentos agrícolas, são algumas das consequências que podem ser evitadas a partir do comprometimento com a produção consciente de alimentos.

Apesar do crescimento da oferta de produtos orgânicos, segundo dados recentes do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), apenas 22,5% dos municípios brasileiros possuem produtores orgânicos, o que prejudica a distribuição e aquisição, além de maior custo para o consumidor. Apesar de menor custo de produção, a média de preço dos orgânicos é de 30% a mais frente aos tradicionais, podendo superar 270%. Por isso apostar no cultivo doméstico pode resultar em vantagens de acesso e custo para quem busca esses alimentos.

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E como começar?

Iniciar uma horta caseira pode ser uma tarefa deliciosa e ao mesmo tempo desafiadora. É preciso ter tempo e dedicação além de fornecer a quantidade correta de água e luz.

O espaço não precisa ser grande, dentro de casa, hortas são cultivadas em vasos e jardineiras que podem até ser dispostos verticalmente na parede.

Recomenda-se que o local destinado à horta receba luz solar por ao menos um período do dia, cerca de 6 horas ao dia, e que seja fresco e arejado.

A profundidade do recipiente que irá receber as sementes pode seguir o seguinte padrão:

  • 15 a 20 cm de altura: temperos (salsinha, alecrim, etc.), alface, acelga, etc.
  • 40 a 50 cm de altura: berinjela, pepino, tomates, abobrinha, etc.
  • Pequenos e suspensos: temperos e tomate cereja.

Quanto maior a profundidade, maior espaço para a planta se desenvolver.

A organização do recipiente pode seguir o padrão: no fundo pequenas pedras seguidas de matéria orgânica decomposta (húmus de minhoca) misturada à terra preta.

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Sementes ou mudas podem ser plantadas de acordo com cada tipo de planta.

O solo deve estar sempre úmido, porém nunca encharcado e o ideal é regar de 2 a 3 vezes por dia.

Para não ter dificuldade comece com ervas frescas e especiarias como alecrim, manjericão, orégano, pimenta, melissa, erva-doce, são menores, se desenvolvem mais rápido e são mais resistentes.

E use a tecnologia para auxiliar no gerenciamento da sua horta. Hoje existem diversos aplicativos destinados à isso como: Minha Horta, Plantit e Guia Salad.

O ideal é que a horta se torne uma atividade da família, onde todos possam se envolver com o cultivo, o cuidado e a ingestão dos alimentos produzidos. Sendo mais uma oportunidade de fortalecer a motivação e o comprometimento com a alimentação saudável.

 

¹ Barański, Marcin et al. “Higher Antioxidant and Lower Cadmium Concentrations and Lower Incidence of Pesticide Residues in Organically Grown Crops: A Systematic Literature Review and Meta-Analyses.” The British Journal of Nutrition 112.5 (2014): 794–811. PMC. Web. 3 Aug. 2016.

Nutrição Funcional

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A Nutrição Funcional aplica a Ciência dos Nutrientes de acordo com a individualidade bioquímica.

Em vez de limitar-se à prescrição de dietas com os alimentos funcionais tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença à outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona com a carência ou excesso dos nutrientes, corrigindo os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, os quais acabam por provocar doenças crônicas como: obesidade,depressão, fibromialgia, artrite, reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, desordens estéticas e alteração na performance física.

A Nutrição Funcional – há mais de 10 anos no Brasil – conta com o respaldo científico do The Institute For Functional Medicine e do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.

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Princípios da Nutrição Funcional

1. Individualidade bioquímica;

2. Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;

3. Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;

4. Interconexões dos fatores fisiológicos;

5. Equilíbrio nutricional evitando-se carências e excessos;

6. Saúde como vitalidade positiva.

Como germinar sementes

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Material necessário:

  • semente de boa qualidade
  • vidro de boca larga
  • tule
  • elástico

Como fazer:

1ª ETAPA: lavar bem a semente e deixar de molho dentro de água por 8h.

2ª ETAPA: Escorrer a água e lavar bem a semente por 5 vezes;

3ª ETAPA: Colocar o vidro com a semente úmida num local inclinado (45º) de maneira que possa pegar ar, escorrer o excesso de água e ficar na sombra;

4ª ETAPA: Lavar bem (5 vezes) pela manhã e a noite, retornando ao local inclinado;

COLHEITA: estão prontas para comer quando estiverem com o “narizinho para fora” (em torno de 24h).

Como utilizar:

Sementes que podem ser germinadas dessa maneira: alfafa, alpiste, amendoim, arroz integral (cateto e agulhinha), aveia com casca, cacau, cártamo, cebola, centeio, cevada, colza, ervilha, feijão (azuki e moyashi), feno grego, gergelim (natural, branco e preto), girassol (miúdo, graúdo e branco)grão de bico, lentilha verde, linhaça, painço, quinua, soja, trigo em grão.

As sementes mais rígidas e com casca são melhores para sucos, as mais macias podem ser usadas em saladas e pratos.